A maioria das pessoas – este blog, inclusive – tende a se balizar pelos mercados financeiros nestes momentos de crise. (E aqui vai também um pedido de desculpas aos escassos leitores. Tem faltado tempo para atualizar o blog e acompanhar a crise mais de perto.) Dois relatos, um vindo de fora, outro aqui mesmo do Brasil, entretanto, chamam a atenção para a escassez de crédito no mercado:
De Nova York, Nouriel Roubini diz:
Yesterday Thursday a senior market practitioner in a major financial institution wrote to me the following:
Situation Report: So far as I can tell by working the telephones this morning:
- LIBOR bid only, no offer.
- Commercial paper market shut down, little trading and no issuance.
- Corporations have no access to long or short term credit markets — hence they face massive rollover problems.
- Brokers are increasingly not dealing with each other.
- Even the inter-bank market is ceasing up.
This cannot continue for more than a few days. This is the economic equivalent to cardiac arrest. Then we debated what is necessary to restart the system.
Fernando Blanco segue na mesma linha:
Se fizessem uma escala de importancia entre os executivos – publicos e privados – do mercado de trade finance do Brasil, eu diria que ontem eu conversei longamente com o número 1 e com o número 2. O que ouvi foi uma calamidade. Os bancos internacionais, que já tinham estendido linhas de crédito para ACC, ACE, financimento de importação, pré-pagamento, etc., estão cobrando TODAS estas linhas no vencimento. Isto é, não há rolagem possível. São USD 5 bilhões por mês. Não é a toa que o Presidente Lula acordou e parou de falar pérolas do tipo “o problema é do Bush”, “o Bush, resolve os seus problemas aí, meu filho”, lembram-se?

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