Uma matéria da Bloomberg traça um paralelo entre as medidas propostas pelas autoridades americanas e situação semelhante vivida por Finlândia, Suécia e Noruega na década de 90.  No final dos anos 80, Após um período de juros baixos, quando ocorreu uma série de desregulamentações, esses três países assistiram ao crescimento de uma bolha (tanto nos ativos financeiros quanto nos imobiliários).

Com o estouro da bolha, os bancos viram seus balanços contábeis detriorarem e o governo acabou vindo em seu socorro. A Suécia, por exemplo, chegou a criar um “banco” para comprar os créditos podres. Na Finlândia, houve uma onda de fusões.

As semelhanças com a situação americana são muitas, o que não deixa de ser preocupante. Se a longo prazo as medidas funcionaram, conseguindo estabilizar a crise e normalizar o sistema financeiro, nos anos subsequentes às ações dos governos as economias dos três países sofreram com a recessão e o desemprego.

É preciso deixar claro que, tanto a crise atual, quanto o tamanho da economia americana têm proporções bem maiores às apresentadas nos parágrafos acima. Nada garante que nos EUA as coisas sigam o mesmo rumo. Uma das características da economia americana é justamente um poder de reação mais rápido que o normal, ancorado basicamente no consumo.

O grande problema do plano de Bernanke & Paulson, de acordo com alguns economistas, é justamente se “esquecer” desse ponto, concentrando demais o foco nas instituições financeiras. Elas precisam ser salva, é óbvio, mas sem uma solução para o endividamento da classe média vai ser mais difícil se recuperar tombo, sacudir a poeira e dar a volta por cima.

Afinal, resolvido o problema do sistema financeiro, ainda teremos as commodities extremamente caras, pressionando a inflação. E, se o Fed resolver cuidar dessa questão, ajustando os juros para patamares mais altos (estão negativos no momento), pode recomeçar todo o processo que gerou esta crise…